sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mentiras que eu quero contar

Afina agulha da vitrola em novas canções
Um drink, um cigarro na mão, corpo jogado no chão
Que trilha gostosa de escutar
A sua voz eu encaixotei com alguns velhos LP’s
Em algum porão úmido que eu prefiro nem lembrar!

Uma rede que me abraça, me acolhe num balanço
Dedos num vai-e-vem tocando a terra
Olores de vida e vida viva em meus olhos
Viva vida minha! Só minha!
Afago seu que em mim não toca mais.

Enalteço! É hora do banho
Água quente sobre os ombros, escorrendo pela boca
Sinto (vivo!) minhas mãos pelo meu corpo
Espumas que dão prazer...
Sem sua língua pura e doce, consigo sozinho me enlouquecer!

É cheiro de café, é a broa de fubá
É inspiração que vem com o ar
Um piquenique com sua toalha xadrez
E você uma criança incapaz
Brincando sozinho com sua insensatez!

Oh linda noite que me espera e que comigo supera
Olhos fechados, travesseiros ao lado, sonhos rasos... raros!
No espelho minhas letras escrevem por pura vaidade
É TARDE DEMAIS!
E no meu coração... Eu queria que isso tudo fosse verdade!

(Bruno Guedes Fonseca)

(Todos os direitos reservados e protegidos pela lei nº 9.610, de 19/12/1998)

2 comentários:

ALEXANDRE WAGNER MALOSTI disse...

Zé... que mentiras mais verdadeiras.... Mentiras poéticas eu compro essa ideia... Abraços

tangram ana paula disse...

Bruno parabéns! Sempre intenso! Conheço bem essas mentiras...tbém queria que por horas fosse verdade!BJs