domingo, 27 de março de 2011

Branca de Neve

Que objeto sou eu?
Que toda vez que por mim você passar
Reflito a imagem mais bela que se possa admirar.

Sou tão frio em suas noites quentes de pesadelo
Traduzindo em meus olhos vidrados, sua pérfida beleza.
Seu mal necessário

Quero você por todos os cantos, me perseguindo por todos os lados!
Quero te mostrar como és belo
Pois sei que a vaidade é luxo... É lixo!

Escondo suas antigas e novas rugas
Abrigo narcisos em sórdidas ruas
Cremes como asfalto. Maquiagem derrocada!

Mostro ouros, pratas... Anéis de brilhante!
Seus belos dedos, belas mãos
A pedra em teu coração!

Te faço figura mortal num corpo perfeito
Estátua sem emoção
Atitude com defeito!

(Bruno Guedes Fonseca)

(Todos os direitos reservados e protegidos pela lei nº 9.610, de 19/12/1998)

Nenhum comentário: